A IA já transforma o setor financeiro, mas escala, riscos e governança ainda desafiam o mercado.
O relatório analisa a adoção, o impacto e os riscos da inteligência artificial nos serviços financeiros a partir de uma pesquisa global com 628 organizações em 151 jurisdições, incluindo fintechs, instituições financeiras tradicionais, fornecedores de IA e reguladores. O estudo mostra que a IA deixou de ser uma iniciativa periférica e passou a ocupar um papel estrutural no setor, especialmente em eficiência operacional, automação, atendimento, análise de dados, prevenção a fraudes e suporte à tomada de decisão.
Apesar do avanço, o estudo aponta uma lacuna clara entre adoção e transformação real. Cerca de 81% das empresas financeiras pesquisadas já adotam IA em algum nível, mas apenas 14% consideram a tecnologia transformacional para sua estratégia e vantagem competitiva. As fintechs aparecem mais avançadas que as instituições tradicionais, enquanto os reguladores ainda estão em estágio mais inicial, o que cria um descompasso entre inovação de mercado e capacidade de supervisão.
A adoção de IA generativa e agentic AI aparece como uma das frentes mais relevantes. GenAI já se aproxima da adoção do machine learning clássico, e a agentic AI cresce rapidamente, sobretudo entre fintechs. No entanto, a maior parte dos usos ainda está concentrada em operações internas e back office, como automação de processos, visualização de dados, engenharia de software e gestão do conhecimento, e menos em reinvenção de modelos de negócio.
O relatório também destaca riscos importantes: privacidade e proteção de dados, alucinações e respostas não confiáveis, falta de explicabilidade, perda de supervisão humana, ameaças cibernéticas com IA adversarial e dependência de fornecedores críticos. A conclusão é que o setor financeiro pode capturar ganhos relevantes com IA, mas isso dependerá de governança mais clara, capacitação, infraestrutura de dados, supervisão humana e alinhamento regulatório.
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