IA agentic pode gerar até US$ 200 bi em novas receitas para serviços de tecnologia
O estudo mostra que a IA agentic representa ao mesmo tempo disrupção e crescimento para os prestadores de serviços de tecnologia. Embora a automação reduza parte da demanda por serviços mais tradicionais, a conclusão da BCG é que o efeito líquido tende a ser de expansão do mercado, e não de contração, à medida que surgem novas frentes de trabalho ligadas à criação, implantação e operação de soluções baseadas em agentes.
O estudo também destaca que o movimento já ganhou força real no mercado. Segundo a pesquisa, um terço das empresas já está escalando implementações agentic, enquanto 75% das organizações afirmam querer trabalhar com fornecedores para construir ou implementar casos prioritários. Além disso, o material aponta que 2026 tende a marcar a transição de pilotos isolados para uma adoção corporativa mais ampla, com destaque para setores como serviços financeiros e seguros.
Ao mesmo tempo, a BCG alerta para gaps importantes entre expectativa e entrega. As empresas esperam ganhos de produtividade entre 30% e 40%, mas a maior parte dos fornecedores ainda trabalha com compromissos bem mais conservadores, entre 6% e 15%. O estudo também mostra que quase 60% das empresas ainda não perceberam melhora mensurável no custo total de propriedade, o que revela dificuldade em provar valor na prática e transformar promessa em resultado visível.
Na conclusão, o estudo defende que os vencedores serão os fornecedores que conseguirem reposicionar portfólio, rever modelos comerciais, transformar operações e requalificar talentos com rapidez. A oportunidade está menos em adicionar IA ao que já existe e mais em reinventar a proposta de valor dos serviços, com foco em impacto comprovado, governança, ecossistema de parceiros e novos formatos de entrega orientados por resultados.
Para ter acesso a esse e outros estudos, associe-se aqui