IA impulsiona a produtividade no Reino Unido, mas exige preparo para mudar o trabalho.
O estudo mostra que a adoção de IA entre pequenas e médias empresas do Reino Unido está acelerando rapidamente, passando de 25% em 2024 para 54% em 2026. Apesar desse avanço, o uso ainda está concentrado, em grande parte, em ferramentas mais genéricas, como assistentes de texto, chatbots e soluções de apoio à rotina, o que indica uma aplicação mais voltada a ganhos de eficiência do que a transformações profundas na operação das empresas.
Ao mesmo tempo, o relatório destaca que, para a maioria das empresas, a IA ainda não provocou mudanças significativas no quadro de funcionários. O impacto mais forte aparece entre organizações que investem em soluções mais avançadas e personalizadas, onde a tecnologia tende a estar ligada a reestruturações internas, revisão de funções e novas exigências de qualificação. O documento reforça que, no cenário atual, a IA está mais associada ao aumento de produtividade do que à substituição em massa de trabalhadores.
O estudo também chama atenção para riscos importantes, como viés algorítmico, uso inadequado da IA em processos de RH e recrutamento, além da dependência excessiva das respostas geradas por sistemas automatizados. Entre as preocupações centrais está o enfraquecimento do pensamento crítico, a possibilidade de erros por “alucinações” da IA e os efeitos sobre a entrada de jovens no mercado de trabalho, especialmente em cargos iniciais.
Como resposta, o relatório defende uma atuação coordenada entre empresas e governo, com foco em capacitação, regulação, incentivo à adoção responsável e requalificação profissional. Entre as recomendações estão a criação de programas de treinamento em IA, estruturas de governança, apoio às PMEs e estratégias para preparar a força de trabalho para um mercado cada vez mais moldado por tecnologias inteligentes.
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