IA física leva inteligência artificial para robôs, veículos e operações reais
O estudo apresenta a IA física como a próxima grande etapa da inteligência artificial. Depois da IA generativa e da IA agêntica, essa nova fase leva a inteligência para o mundo real, em sistemas capazes de perceber, decidir e agir fisicamente, como robôs, veículos autônomos, drones, dispositivos médicos e infraestruturas inteligentes.
A Strategy& aponta que a IA física combina três capacidades centrais: sensoriamento, tomada de decisão e atuação. Diferente da IA digital, ela opera sob restrições do mundo físico, como segurança, latência, confiabilidade, energia, custo e riscos operacionais. Por isso, erros não representam apenas respostas incorretas, mas podem gerar danos físicos, falhas de operação ou incidentes de segurança.
O relatório estima que a IA física pode destravar um mercado global de aproximadamente 430 bilhões de euros até 2030. Os maiores potenciais estão em direção autônoma, com cerca de 171 bilhões de euros, seguida por infraestrutura industrial e inteligente, humanoides e robôs de serviço, defesa, entretenimento e saúde. A adoção deve avançar primeiro em ambientes com alto retorno, escassez de mão de obra, tarefas repetitivas e maior controle operacional.
Por fim, o estudo destaca que a vantagem competitiva estará na capacidade de dominar a cadeia de valor da IA física, incluindo modelos fundacionais, modelos de mundo, semicondutores de borda, sensores, atuadores, simulação, integração de sistemas e soberania tecnológica. A recomendação central é que empresas decidam nos próximos 12 a 24 meses onde querem competir, quais dependências aceitarão e quais ativos proprietários precisam construir antes que os líderes do mercado se consolidem.
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