Como liderar na era da inteligência com tecnologia, IA e adaptação contínua
O estudo da KPMG mostra que as empresas estão entrando na Era da Inteligência, marcada pela aceleração da IA, da automação, da computação quântica e de novas formas de colaboração entre humanos e tecnologia. A pesquisa, realizada com 2.500 executivos de tecnologia em 27 países, aponta que as organizações já não tratam a tecnologia apenas como ferramenta, mas como uma força estratégica para transformar negócios, operações e modelos de decisão.
Apesar do otimismo, ainda existe uma distância entre ambição e maturidade. Apenas 11% das organizações se consideram totalmente maduras em tecnologia atualmente, mas 50% esperam alcançar esse estágio até o fim de 2026. O avanço, porém, depende da superação de barreiras como dívida técnica, falta de talentos, silos organizacionais e dificuldade de escalar iniciativas de IA.
O relatório também destaca que o retorno sobre investimento em tecnologia não depende apenas do volume investido. As empresas de melhor desempenho alcançam ROI mais alto porque combinam governança, disciplina de execução, clareza estratégica, dados confiáveis e capacidade de adaptação. Em IA, o desafio é ainda maior: embora 74% das organizações relatem geração de valor com casos de uso de IA, apenas 24% afirmam obter ROI em múltiplos casos de uso.
Para 2026, a KPMG recomenda que as empresas adotem uma postura mais adaptável, com decisões orientadas por dados, programas de IA mais integrados, investimento em pessoas, modernização da infraestrutura tecnológica e atenção às próximas ondas de inovação, como IA agêntica, AGI, ASI e computação quântica. O principal recado é que a vantagem competitiva estará menos no acesso à tecnologia e mais na capacidade de aprender rápido, governar bem e transformar inovação em valor real.
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