Future of Work Report: 2026

IA no trabalho avança mais rápido do que governança, treinamento e controle.

Future of Work Report: 2026

O relatório mostra que a IA generativa já está amplamente presente na rotina profissional, mas as organizações ainda não acompanharam esse avanço com a mesma velocidade em políticas, treinamento e validação de uso. Entre os principais achados, 53% dos profissionais afirmam já ter usado IA sem aprovação formal, 28% dizem que suas empresas não têm política para IA generativa e 55% pagam pelas próprias ferramentas, muitas vezes para fins de trabalho. O estudo chama esse cenário de crise de governança, em que o uso cresce mais rápido do que a capacidade de controle das empresas.

Outro ponto central é o risco da excesso de confiança. Embora 64% dos profissionais digam estar muito ou extremamente confiantes para usar IA de forma responsável, muitos ainda demonstram baixa compreensão sobre fontes de dados, limites do modelo, transparência dos resultados e até sobre quando não usar IA. O relatório alerta que essa combinação entre confiança elevada e entendimento incompleto pode ampliar riscos legais, operacionais, reputacionais e de segurança, principalmente quando a IA começa a ser usada em tarefas mais sensíveis ou até de forma autônoma.

O estudo também mostra que treinar não basta, especialmente quando a empresa não oferece ferramentas aprovadas e fluxos claros de uso. Embora o acesso a treinamentos tenha crescido, a cobertura ainda é desigual: apenas cerca de 24% receberam treinamento obrigatório para todos os funcionários, enquanto quase 19% não receberam nenhum. Mais crítico ainda, o relatório aponta que colaboradores treinados tendem a usar mais IA fora dos canais oficiais quando a estrutura corporativa não acompanha essa demanda, reforçando a necessidade de alinhar capacitação, política, ferramenta segura, validação e suporte contínuo.

Na prática, a conclusão do relatório é que 2026 marca a passagem da pergunta “a IA consegue fazer isso?” para “podemos confiar em como ela faz isso e estamos protegidos?”. Para 2027, o diferencial competitivo não será apenas ter capacidade técnica, mas demonstrar credibilidade em escala, com governança madura, supervisão humana, validação estruturada e infraestrutura segura. Em outras palavras, empresas que não evoluírem agora podem perder eficiência, confiança do mercado e capacidade de competir nos próximos ciclos de adoção de IA.

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