Novas habilidades redefinem empregos, salários e inclusão na era da IA.
O estudo do FMI analisa como a demanda por novas habilidades, especialmente em TI e inteligência artificial, está transformando os mercados de trabalho. Em economias avançadas, cerca de 1 em cada 10 vagas já exige ao menos uma nova competência, enquanto em economias emergentes essa incidência é aproximadamente metade. Essas habilidades aparecem primeiro em países mais avançados, sobretudo nos Estados Unidos, e depois se espalham para outros mercados.
A pesquisa mostra que novas habilidades tendem a gerar ganhos salariais e aumento de emprego, mas esses benefícios não são distribuídos de forma igual. Trabalhadores de alta qualificação são os mais favorecidos, enquanto trabalhadores de baixa qualificação podem se beneficiar indiretamente pelo aumento do consumo de serviços. Já os trabalhadores de qualificação intermediária tendem a receber menos ganhos, reforçando a polarização do mercado de trabalho e a possível redução da classe média.
Quando o foco é especificamente em habilidades relacionadas à IA, o cenário é mais delicado. Vagas que pedem competências em IA oferecem salários maiores, mas a difusão dessas habilidades ainda não gerou crescimento amplo de emprego. Em ocupações com alta exposição à IA e baixa complementaridade com a tecnologia, há sinais de queda no emprego, afetando especialmente jovens, profissionais de escritório e algumas funções de TI.
O relatório defende que as políticas públicas devem variar conforme o desequilíbrio entre oferta e demanda de habilidades em cada país. Economias com alta demanda e baixa oferta devem priorizar educação, requalificação, formação em STEM e treinamento em TI em diferentes áreas. Já países com boa oferta de talentos, mas baixa absorção pelas empresas, devem estimular inovação, crédito e adoção tecnológica para transformar competências disponíveis em produtividade e novos empregos.
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