Dados compartilhados e IA estão redefinindo a competitividade dos ecossistemas industriais.
O estudo defende que a colaboração de dados está se tornando uma nova fronteira da competitividade industrial. Em vez de empresas otimizarem energia, logística, produção e recursos de forma isolada, o compartilhamento seguro de informações permite decisões coordenadas em todo o ecossistema. A inteligência artificial amplia esse potencial, mas depende de dados confiáveis, interoperáveis e bem governados.
Apesar do potencial, a adoção ainda enfrenta obstáculos importantes, como falta de confiança entre empresas, diferenças de maturidade digital, incentivos desalinhados e riscos de cibersegurança. Sem superar essas barreiras, os benefícios da IA tendem a permanecer restritos a organizações individuais, em vez de gerar ganhos para toda a cadeia industrial.
Para transformar colaboração em resultados, o relatório propõe três etapas: definir casos de valor, criar os mecanismos de colaboração e executar e escalar as iniciativas. Esse processo deve ser sustentado por quatro fundamentos: governança de dados, prontidão dos dados, tecnologia e resiliência cibernética.
Casos apresentados em portos, parques industriais, energia e manufatura demonstram resultados concretos. No Porto de Roterdã, por exemplo, iniciativas de compartilhamento de dados geraram ganhos iniciais de eficiência de cerca de 5%, com potencial de multiplicar significativamente os benefícios conforme a colaboração evolui. O estudo conclui que a vantagem competitiva dos clusters dependerá cada vez mais de sua capacidade de colaborar, e não apenas de operar próximos fisicamente.
Para ter acesso a esse e outros estudos, associe-se aqui!
Associados: para acessar o estudo entre na área exclusiva.