Seguradoras AI-first ganham vantagem ao reinventar operações, dados e decisões.
O estudo mostra que o setor de seguros Property & Casualty está sob forte pressão estrutural, com aumento da volatilidade climática, inflação de sinistros, mudanças na distribuição, maior complexidade operacional e pressão sobre margens. Nesse cenário, a BCG defende que a IA deixou de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passou a ser central para a economia do negócio segurador.
A principal tese é que as seguradoras vencedoras serão aquelas que se tornarem AI-first, ou seja, empresas em que a IA agente passa a atuar como motor principal de execução. Em vez de aplicar IA em tarefas isoladas, essas companhias redesenham fluxos completos, como subscrição, precificação, sinistros, distribuição e gestão de portfólio, com agentes coordenando decisões e ações de ponta a ponta, enquanto humanos atuam em supervisão, exceções e julgamentos críticos.
O material aponta impactos relevantes para quem consegue escalar a IA: potencial de 20% a 30% de redução em custos de ajuste de sinistros, 15% a 25% de redução em despesas operacionais, além de crescimento em prêmio emitido por ganhos de conversão, retenção, produtividade e melhor seleção de riscos. A diferença entre líderes e retardatários está menos na tecnologia isolada e mais na capacidade de transformar processos, dados, governança e modelo operacional.
Por fim, o estudo reforça que a transformação exige uma base coordenada: dados prontos para decisão, plataformas tecnológicas reutilizáveis, governança responsável, liderança executiva, redesenho de papéis e capacitação contínua da força de trabalho. A recomendação central é começar agora, priorizando poucas apostas com impacto real em P&L, em vez de manter pilotos fragmentados que não mudam a economia do negócio.
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