A IA redefine indústria, cadeias produtivas, manufatura e força de trabalho
O estudo apresenta a revolução industrial impulsionada por IA como uma transformação ampla, que atinge engenharia, pesquisa e desenvolvimento, cadeias de suprimentos, manufatura e força de trabalho. A Capgemini Invent defende que não existe mais setor industrial imune à IA, seja por meio de IA generativa, IA agêntica, IA física, manutenção preditiva, logística inteligente ou experiências hiperpersonalizadas.
Um dos principais pontos do relatório é que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a atuar como copiloto de inovação e operação. Em engenharia e P&D, ela ajuda a conectar dados fragmentados, acelerar protótipos, apoiar simulações, automatizar etapas de desenvolvimento e permitir colaboração entre humanos e agentes de IA. O estudo também aponta que agentes de IA podem gerar até US$ 450 bilhões em valor econômico até 2028.
Na cadeia de suprimentos, o material mostra que a IA pode transformar operações reativas em ecossistemas resilientes e autoajustáveis. A tecnologia permite prever rupturas, otimizar rotas, coordenar fornecedores, monitorar riscos e responder em tempo real a mudanças geopolíticas, climáticas, logísticas e de demanda. Esse ponto é especialmente relevante diante da baixa preparação das empresas para lidar com realocação de rotas comerciais, inflação e instabilidade global.
Na manufatura, o relatório destaca casos concretos de aplicação, como L’Oréal, Eramet, TotalEnergies, Tetra Pak e Vodafone, mostrando ganhos em produtividade, sustentabilidade, segurança e capacitação. A mensagem central é que a adoção bem-sucedida da IA depende menos da tecnologia isolada e mais da combinação entre dados preparados, infraestrutura madura, liderança, estratégia, novas habilidades e colaboração humana com sistemas inteligentes.
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