Este estudo é essencial para quem quer entender por que tantas empresas avançaram em acesso, pilotos e experimentos, mas ainda não converteram IA em diferenciação real. Ele mostra onde estão os bloqueios, onde surgem as...
Este estudo mostra que a inteligência artificial já saiu da fase de curiosidade corporativa e entrou definitivamente na agenda de escala empresarial. O avanço é claro: o acesso dos colaboradores a ferramentas de IA cresceu rapidamente, mais empresas estão levando experimentos para produção e a confiança dos líderes na tecnologia está aumentando. Mas o dado mais importante é outro: apesar do progresso, a maior parte das organizações ainda não capturou o verdadeiro potencial transformador da IA.
O relatório revela uma tensão central do momento. De um lado, a IA já entrega ganhos concretos de produtividade, eficiência, redução de custos e apoio à decisão. De outro, poucas empresas estão, de fato, reinventando processos, redesenhando funções, adaptando modelos operacionais e criando novas fontes de valor com IA. Em outras palavras: muitas estão otimizando o presente; poucas estão construindo o futuro.
A leitura fica ainda mais relevante porque o estudo não trata apenas de GenAI. Ele mostra como três frentes estão redesenhando a próxima etapa da competição: agentic AI, physical AI e sovereign AI. Os agentes autônomos prometem escalar rápido, mas a governança ainda está atrasada. A IA física já começa a ganhar tração em operações e ambientes industriais. E a soberania da IA deixa claro que, agora, não basta perguntar o que a tecnologia faz é preciso perguntar onde ela é desenvolvida, sob quais regras e com qual grau de independência estratégica.
Outro insight decisivo do estudo é que o maior gargalo não está apenas na tecnologia, mas na transformação organizacional. A maioria das empresas ainda não redesenhou empregos ao redor da IA, não revisou de forma profunda suas estratégias de talento e não construiu a infraestrutura de dados, governança e operação necessária para sustentar escala com segurança. Isso significa que a vantagem competitiva da IA não será capturada por quem apenas adota ferramentas, mas por quem conseguir transformar trabalho, processos e estratégia ao mesmo tempo.
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