Líderes em IA transformam estratégia em lucro, escala e vantagem competitiva.
O estudo defende que a IA deixou de ser apenas uma tecnologia de apoio e passou a ocupar o centro da estratégia empresarial. A principal tese é que “IA strategy is the strategy”, ou seja, a estratégia de IA está se fundindo à estratégia de negócios. Com base em mais de 2.500 executivos e tomadores de decisão de 35 países, o relatório mostra que as empresas classificadas como AI leaders são aquelas que combinam estratégia bem definida, maturidade elevada e geração concreta de lucro com IA.
Os resultados mostram que essas empresas líderes são outliers de crescimento e margem. Elas têm quase 2,5 vezes mais chance de registrar crescimento de receita acima de 10% e 3,6 vezes mais chance de operar com margens de 15% ou mais em comparação com as demais. Além disso, o estudo mostra que os líderes não tratam IA como experimento isolado: eles alinham IA ao negócio, escolhem domínios de alto valor, redesenham fluxos de ponta a ponta e reinvestem rapidamente os ganhos obtidos, criando um efeito flywheel de expansão contínua.
Outro ponto central é que o diferencial dos líderes não está só no investimento, mas em como a organização é redesenhada para IA. O relatório destaca nove características, entre elas: alinhamento estratégico e velocidade, reinvenção do core, infraestrutura segura e escalável, governança centralizada, parcerias estratégicas e uma visão de expert-first AI, em que a tecnologia amplifica profissionais experientes em vez de simplesmente substituí-los. Também chama atenção para a necessidade de estruturas formais de comando, como comitês de IA, modelos de governança centralizada e a presença de um CAIO com responsabilidade real sobre risco e execução.
Na prática, a conclusão do relatório é que as empresas que mais avançam são aquelas que deixam de “acoplar” IA à operação e passam a se tornar AI-native. Isso significa incorporar GenAI, IA agêntica, governança, dados, infraestrutura, mudança cultural e supervisão humana como parte do funcionamento do negócio. O estudo reforça que o futuro competitivo será definido por organizações capazes de unir visão ousada, execução disciplinada e responsabilidade na escala, enquanto as demais tendem a ficar para trás em crescimento, eficiência e diferenciação.
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